Para contratar link dedicado, defina a banda e os serviços que precisam de IP fixo, peça a viabilidade técnica no endereço exato, compare propostas com as mesmas perguntas e prepare o local antes da instalação. Na ativação, faça testes de aceite de velocidade nos dois sentidos, latência, perda de pacotes e IP fixo, e só assine o termo de entrega com os resultados registrados.
Este guia segue a ordem real de uma contratação, do levantamento interno ao período de observação depois da ativação. Ele vale para qualquer operadora. Se você ainda está entendendo o que é o serviço, comece por como funciona o link dedicado empresarial.
1. Levantamento da necessidade
Antes de pedir proposta, responda internamente:
- Quais aplicações dependem da internet e o que acontece com a operação se ela cair por uma hora.
- Quanto de banda é usado no pico, em download e em upload. Se já existe um link, o gráfico do firewall ou do roteador é a melhor fonte. Se não existe, estime por aplicação.
- Quantos IPs fixos você precisa: um para o firewall e a VPN costuma bastar (bloco /30). Vários serviços publicados com IPs separados pedem um bloco /29 ou maior.
- Qual SLA a operação exige: horário de atendimento, prazo de reparo aceitável e se a empresa trabalha à noite ou no fim de semana.
- Se precisa de redundância: um segundo link de outra operadora ou um backup mais barato.
2. Viabilidade técnica
A viabilidade diz se a operadora consegue atender o endereço, por qual caminho e com qual prazo. Envie o endereço completo com número e complemento e, se for um condomínio empresarial ou galpão, informe o ponto onde fica a sala de TI. A resposta deve dizer:
- se há rede de fibra próxima ou se será preciso construir a rota;
- se haverá obra (passagem de dutos, postes, furação) e quem paga;
- o prazo estimado de instalação a partir da assinatura.
A UpLink atende empresas em Guarulhos, Arujá e Itaquaquecetuba, sempre sujeito à viabilidade técnica no endereço.
3. Perguntas para fazer na proposta
Mande a mesma lista para todas as operadoras. Assim as propostas ficam comparáveis.
- A banda é dedicada e simétrica? Qual a velocidade garantida em download e em upload?
- Como é a última milha: fibra dedicada até o prédio, GPON com capacidade reservada, rádio?
- Qual bloco de IP fixo está incluso? Há IPv6? Quanto custa um bloco maior?
- Qual o prazo de atendimento e o prazo de reparo? São horas úteis ou corridas?
- Qual a disponibilidade mensal garantida e qual o crédito quando ela não é cumprida?
- Quais equipamentos ficam no local, de quem são e quem paga a troca em caso de defeito?
- Há taxa de instalação? E custo de obra, se houver?
- Qual o prazo de contrato, a multa de rescisão e as regras de reajuste?
- Como funciona o aumento de banda: prazo, custo e limite da porta instalada?
- O cliente recebe gráficos de consumo ou acesso à monitoração do link?
Os detalhes de SLA estão explicados no guia link dedicado com SLA garantido.
4. Prazo de contrato
Links dedicados costumam ser contratados com prazo mínimo, porque a operadora investe na construção do acesso. Prazos maiores podem reduzir a mensalidade ou a taxa de instalação, mas prendem a empresa por mais tempo. Antes de assinar, confira a multa de rescisão (se é integral ou proporcional ao tempo restante), o índice de reajuste e se uma mudança de endereço permite transferir o link ou encerrar o contrato sem multa. Na UpLink, o prazo mínimo de contrato e a taxa de instalação são informados sob consulta, na proposta.
5. Preparação do local para a instalação
Muitos atrasos de ativação acontecem porque o local não estava pronto. Antes da visita técnica:
- Caminho da fibra: identifique por onde o cabo entra no prédio (eletroduto, shaft, caixa de passagem) e até onde precisa chegar. Em condomínios, peça antes a autorização da administração.
- Rack ou espaço: reserve espaço no rack de telecom para o equipamento da operadora, perto do firewall ou roteador da empresa. Um ambiente ventilado e protegido evita falhas por calor e acesso indevido.
- Energia: deixe tomadas dedicadas para os equipamentos, em circuito com aterramento.
- Nobreak: ligue o equipamento da operadora e o firewall a um nobreak. Queda de energia no cliente normalmente fica fora do SLA, e um nobreak pequeno mantém o link e a telefonia funcionando em quedas curtas.
- Equipamento da empresa: o firewall ou roteador precisa ter porta compatível com a entrega da operadora e capacidade para a banda contratada. Um roteador antigo pode virar o gargalo do link.
- Responsável técnico: indique alguém com acesso ao rack e à configuração do firewall para acompanhar a ativação.
6. Testes de aceite na ativação
O teste de aceite comprova que o serviço entregue corresponde ao contratado. Faça com um computador ligado por cabo diretamente ao equipamento da operadora ou à porta do firewall, sem Wi-Fi no caminho, e com o resto da rede desligado do link durante o teste.
| Teste | Como fazer | Referência de aceite |
|---|---|---|
| Velocidade de download | Teste TCP com várias conexões (iperf3 contra um servidor indicado pela operadora, ou teste de velocidade em servidor próximo) | Próxima da banda contratada. Em TCP, 94% a 95% da velocidade nominal é o resultado esperado por causa dos cabeçalhos dos protocolos |
| Velocidade de upload | O mesmo teste no sentido inverso | Igual ao download, já que o link é simétrico |
| Latência | Ping contínuo para o gateway da operadora e para destinos que a empresa usa (sistemas em nuvem, servidor de VoIP) | Baixa e estável até o gateway. Para destinos externos, compare com o valor informado pela operadora |
| Perda de pacotes | Ping contínuo por pelo menos alguns minutos, com e sem o link carregado | Zero ou muito próxima de zero com o link ocioso. Qualquer perda constante deve ser investigada |
| Jitter | Medição do iperf3 em UDP ou do teste de qualidade de voz do provedor de VoIP | Baixo e estável. Se a empresa usa VoIP, confira o limite recomendado pelo provedor de telefonia. Para o atraso, a recomendação ITU-T G.114 indica até 150 ms em um sentido para boa qualidade de voz |
| IP fixo | Configure o bloco recebido no firewall e confira o IP de saída em um serviço de "qual é meu IP" | O IP de saída deve ser o do bloco contratado |
| Acesso de fora para dentro | Teste de um serviço publicado (VPN, acesso remoto) a partir de outra rede | O serviço responde no IP fixo |
| Rota | Traceroute até os destinos mais usados | Sem saltos com latência anormal ou laços de rota |
Defina os valores numéricos de aceite junto com a operadora e escreva-os no termo de entrega. Latência e jitter dependem do destino, por isso a referência mais confiável é o valor medido até o gateway da operadora e até os serviços que a sua empresa usa.
Teste por um período, não só no dia. Um teste de dez minutos na ativação não mostra o comportamento no horário de pico. Nas primeiras duas semanas, repita os testes de velocidade em horários diferentes (início da manhã, meio do dia, fim da tarde) e deixe uma monitoração simples de ping rodando contra o IP fixo. Se o link é dedicado de verdade, os resultados ficam parecidos em todos os horários.
7. Documentação a guardar
- Contrato assinado com o anexo de SLA.
- Proposta comercial com velocidade, bloco de IP, preço e prazos.
- Termo de entrega ou de ativação com os resultados dos testes de aceite.
- Dados técnicos: bloco IP, gateway, máscara, DNS, identificação do circuito e modelo do equipamento.
- Canais de suporte e contato de escalonamento.
- Prints ou relatórios dos testes feitos no período de observação.
- Registro de cada chamado: número de protocolo, data e hora de abertura e de encerramento.
Com esses documentos, é possível cobrar créditos de SLA, contestar uma fatura ou negociar um aumento de banda com base em dados.
Sinais de alerta em propostas
- Velocidade "até X Mbps", sem garantia mínima. Em link dedicado, a banda contratada é a garantida.
- Upload menor que o download, apresentado como link dedicado.
- "SLA de 4 horas" sem dizer se é atendimento ou reparo, nem se são horas úteis ou corridas.
- Disponibilidade anunciada como "até 99,9%". "Até" não é garantia.
- Nenhuma menção a crédito ou desconto por descumprimento.
- IP fixo cobrado à parte sem aviso na proposta, ou entregue por meios que mudam o endereço.
- Taxa de instalação ou de obra que só aparece depois da assinatura.
- Recusa em registrar testes de aceite no termo de entrega.
Para pedir viabilidade e proposta em Guarulhos e região, veja a página de link dedicado em Guarulhos. Provedores de internet que precisam de trânsito IP e BGP encontram as condições na página de link para provedores.
Perguntas frequentes
Quanto tempo leva para instalar um link dedicado?
Depende da viabilidade. Se já existe fibra perto do prédio, a instalação é mais rápida. Se for preciso construir a rota, com dutos, postes ou autorizações, o prazo aumenta. Peça o prazo por escrito na proposta e pergunte se ele conta da assinatura ou da aprovação da obra. Na UpLink, o prazo médio de instalação é de 5 dias, sujeito à viabilidade técnica no endereço.
Quais documentos a operadora pede?
Normalmente CNPJ, contrato social ou documento do representante legal, comprovante de endereço e o contato de um responsável técnico. Em condomínios empresariais, a autorização da administração para a passagem da fibra também costuma ser necessária.
Posso testar o link antes de aceitar?
Deve. O teste de aceite na ativação é a forma de comprovar que a velocidade, o IP fixo e a qualidade correspondem ao contratado. Registre os resultados no termo de entrega e repita as medições em horários diferentes nas primeiras semanas.
O teste de velocidade pelo Wi-Fi serve como prova?
Não. O Wi-Fi tem limitações próprias de alcance, interferência e capacidade do roteador, e o resultado mede a rede interna, não o link. Para valer como evidência, o teste precisa ser feito com cabo, direto no equipamento da operadora ou na porta do firewall.